Chega de paixões platônicas

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Depois de sair do trabalho, corri para casa, tinha que participar de uma surpresinha para a minha amiga Lia, e eu nunca deixaria de ir, mesmo que não tenha conhecido ela a muito tempo, mas já foi o suficiente para ter a certeza de que ela seria uma amiga para a vida toda. Até planos de morar juntos nós já fizemos para esse ano.

Estava me arrumando quando recebi um torpedo no celular, dizendo que eu já estava atrasado e que talvez ela chegasse antes de mim. Coloquei minha calça jeans preferida e também uma camiseta do Nirvana, e corri para onde iria ser a tal surpresa, nessa correria fiquei pensando na minha promessa de que eu nunca mais me atrasaria para nada. É, realmente promessas são frustrantes, a frustação é ainda maior quando é com você mesmo.

Quase colocando o coração para fora, cheguei. A surpresa era na casa de um amigo, que veio de bônus juntamente com a amizade que fiz com a Lia. Na casa dele, eu realmente me sentia a vontade, ali era um dos lugares que eu queria frequentar para a vida toda. Bolo na mesa, velas no bolo, convidados escondidos na cozinha e aniversariante a caminho da surpresa. Quando ela entrou na cozinha fizemos um auê, ela era digna daquilo, Lia me ajuda em coisas que eu nunca confiaria a ninguém, e nada melhor que uma surpresa, certo? Ela disse que adorou, e deve ter gostado mesmo, porque ela passou o dia no hospital, tinha passando mal.

Depois de conversas bestas jogadas fora, bolo, refrigerantes, Instagram e cigarros, ficamos sem assunto, e um celular toca na sala, o aviso de que o And tinha chegado, horas depois da surpresa por sinal. Não o conhecia, mas o sorriso envergonhado dele me fez querer ter certa intimidade.

Conversa vai, conversa vem, gargalhadas altas e mais bolo. Parecia a segunda-feira perfeita para os dias de férias. Olhando os olhos de cada um que estava ali, percebi que And não respondia ao meu olhar, ele era muito vergonhoso. Mas durante o assunto típico de jovens de vinte anos, que é a faculdade, puxei assunto com ele, perguntei se ele ainda estudava, e ele respondeu que sim, mas fiquei pensando: ele era muito alto para ter menos de dezoito anos, e ainda tinha uma tatuagem que cobria o braço inteiro. Foi ai que eu perguntei em que série ele estava, e a minha surpresa foi tão grande que eu não consegui não arregalar os olhos, ele estava no primeiro ano do ensino médio pela terceira vez! E respondendo a outra pergunta me disse que não queria fazer faculdade. Pessoas com essa opinião de vida eu costumo a ignorar e não manter certa amizade. Mas com And era diferente, parecia que ele era um convite para ter uma vida selvagem e rebelde. Sabe, abandonar tudo e morar num trailer. Nunca tive a vontade de fazer isto da minha vida, mas parece que naquela conversa era o certo a se fazer.

Fiz mais perguntas para ele, e todas foram respondidas do jeito que nenhum jovem que quer ter um futuro promissor responderia. Ele veio fumar narguilé do meu lado, ficamos quietos, e eu não parei de olhar para ele, acho que ele tinha aflorado um desejo dentro de mim, o desejo de viver sem se preocupar com o amanhã, aquilo parecia bom.

Já estava ficando tarde, me despedi do meu amigo, dono da casa, e eu e Lia enfrentamos uma leve garoa, And correu para nos alcançar, fiquei surpreso quando ele preferiu andar ao meu lado do que ao lado da minha amiga. Não conversamos mais nada, deixei a chuva conversar sozinha, eu não poderia perder aquele momento de arrepios causados pelo vento frio juntamente com a chuva, ou de arrepios causados por uma nova paixão. Ele se despediu de nós, fiquei meio chateado, queria que aquele momento durasse mais um pouquinho, ou então que terminasse com um beijo no meio da chuva, como no final de Bonequinha de Luxo. Um dia ainda terei um beijo daquele.

Já deitado em minha cama, não pude deixar de pensar nele, nos seus olhos, na sua boca e também na sua tatuagem. Costumo me apaixonar do nada, e quase sempre não dá em nada também. Mas desta vez, eu quero mudar, eu não quero ter mais paixões que depois de uma semana eu tento esquecer, eu quero ter uma que vire um amor e depois um filme.

Sonhei com And, ele estava comigo debaixo de uma garoa, algo me fazia chorar, estava frio demais, algo me deixava triste. Mas eu disse “And, me abrace”, e ele apaixonadamente me puxou com seu braço tatuado e me abraçou fortemente, e tudo ficou claro,  com um sol de verão e uma brisa de mar. Ai tive a certeza de que precisava dele, e desta vez eu faria o papel do homem que corre atrás da sua paixão, com força e garra, e jamais a deixa escapar, me deseja sorte?

Quinta passada

Mais um dia, mais uma quinta-feira qualquer, mais uma rotina qualquer. Dias de semana realmente me deixa muito para baixo, isso porque estou há um certo tempo vivendo a rotina de trabalhar todos os dias, e eu nunca serei fã de acordar cedo. Como de costume, cheguei atrasado na loja, fiz as coisas que tinha que fazer, atendi várias pessoas e quando me dei conta já era 12:00. Finalmente! Mas me lembrei de que só tinha chegado mais um meio-dia e não o fim do dia, daí fiquei emburrado de novo.
 Cheguei em casa e meu irmão veio com a conversa de ir ao centro para comprar um guarda-roupas, porque o nosso está pedindo socorro. E eu de cara já aceitei ir, porque eu adoro ir para lá. Nem que seja somente para andar, ou para comprar uma coisinha insignificante, mas eu gosto de ir porque me faz bem andar no meio de um monte de gente que você não conhece e olhar para o rosto de cada uma e tentar adivinhar o que ela está pensando.
Chegando lá, já fui direto ao banco, eu tinha algumas contas para pagar e eu odeio filas grandes, e como o centro estava meio vazio, aproveitei e já às paguei para que eu ficasse com a mente mais leve. Compramos nosso guarda-roupa e eu fiquei feliz porque finalmente iria ter um espaço decente para todas as minhas roupas. Logo depois fui encontrar uma amiga que trabalha na Riachuelo, que fica logo em frente à loja que eu estava. Poxa, como eu sentia falta de ver aquela minha amiga todos os dias, nós trabalhávamos juntos e aprontávamos todas, e quando nós separamos, um grande buraco se abriu em meu coração. Tento ver ela sempre que possível, assim me sinto mais aliviado de ter uma amiga que me conhece tão bem por perto.
Eu tinha que ir embora, voltar para trabalhar, e a alegria de ter aquele pequeno momento com uma pessoa tão querida do meu passado, acabou rapidamente. Realmente eu não sabia por que o centro da cidade estava tão vazio, talvez porque era janeiro, e todos estão afundados nas contas a pagar, é talvez fosse por isso.
Conversando com meu irmão, sobre alguém mal vestido na rua, e andando rápido para não perder o ônibus, vi a pessoa que eu menos esperava ver naquela quinta-feira. Eu olhei para ele e ele me olhou, e naquele olho no olho, o meu coração acelerou como num susto. Eu queria falar “oi”, mas a palavra não saiu e nem a boca abriu. Não sei por que tive a sensação que ele sentiu a mesma coisa que eu, porque igual a mim, ele não abriu a boca para falar “oi”, e muito menos mostrou os dentes para esbanjar um sorriso, mas ficou com o rosto sem humor nenhum. Eu com o celular em uma mão e os sentimentos na outra, não tive como não ter a história de uma paixão do passado rebobinada em minha mente.
O assunto com meu irmão acabou, e eu nem mesmo tive a coragem de olhar para trás, com medo de me machucar ou  com medo de que talvez eu estivesse enganado. Sentei no banco do ônibus, ainda com o coração acelerado, como se eu acabasse de ser assaltado ou algo assim, abaixei a cabeça e comecei a relembrar momentos. Momentos como: eu escrevendo a inicial do nome dele em minha mão com uma caneta; eu ansioso pela resposta de um torpedo enviado no meio de uma tarde quente… Juro que naquele momento, sentado dentro do ônibus, vi uma menina olhando para mim, ela tinha olhos verdes, e de repente ela sorriu, daí soube que o nome dela era esperança.
Não tive como deixar de lado a vontade de olhar a tela de notificações do celular de cinco em cinco minutos naquele dia, mas para a minha própria decepção, nunca havia nada lá.
Esperando por uma coisa impossível, que não teve chance no passado e nem teria chance agora, deitei em minha cama, com o celular em uma mão e o coração partido em outra, aprendi que quando o coração bater mais forte em um dia qualquer, para a pessoa errada, se deve ignorar.

Querido 2013…

Bom, acabei de assistir Gossip Girl, e era um daqueles capítulos em que te dão certa liçãozinha para a vida, e neste episódio foi que você tem que se saber o que quer da sua vida. E é por isso que eu estou escrevendo este texto, é para deixar bem claro tudo o que eu quero em 2013.
 
Quero primeiro de tudo começar a minha faculdade, parece que quando se fala de estudar alguma coisa que você curte, a sua ansiedade aumenta mais ainda. Não vejo a hora de entrar na sala de aula e conhecer pessoas que querem trabalhar nas mesmas coisas que eu. Estou esperançoso da faculdade e acredito que tudo dará certo.
 
Tenho que arrumar um emprego, mas este eu quero que seja diferente, eu quero gostar do que eu faço, não quero apenas estar lá por dinheiro. Por isso quero encontrar um emprego em algum jornal, na verdade no jornal da cidade vizinha a minha, e se por acaso lá não der certo quero outro que eu goste também, no caso que seja ligado à moda. Sei que é meio difícil, mas já pensou neste ano eu me tornar blogueiro de alguma marca? Seria demais!
 
Neste ano quero também ter um certo número de roupas no meu guarda-roupas que eu nunca tive. Sempre tenho muitas poucas roupas, e repeti-las me dói o coração. Por isso quero tanto trabalhar, para ter cada vez mais roupas! #MomentoBeckyBloom
 
E também quero muito trabalhar para finalmente ter a minha câmera profissional, e para que?? Para fazer meus looks! Sim, em 2013 quero iniciar um novo projeto, um blog em que o “prato principal” seja os looks, meus, claro! Por isso quero tantas roupas.
 
Quero também ter uma viagem digna de férias, que por acaso é para o Rio de Janeiro (a minha cidade preferida do momento). Estou conhecendo tanta gente legal por lá e estou morrendo de curiosidade de conhecer essa cidade incrível.
 
E o mais importante de tudo: Quero ser o aluno “número 1” da sala! E disso eu não vou duvidar, porque eu arraso! #Aqueles Hahahaha.
 
Bom, têm várias outras coisas que eu quero realizar neste ano, mas não são tão importantes como estas acima. Acho que colocar no papel (ou no computador) o que você quer fazer fica mais fácil de você realizar, digo, você vai se focar mais ainda para conseguir aquilo, e a sensação de ter realizado algo que você queria muito, é muito bom!
 
Em breve tenho muitas surpresas a todos! Espero que eu realmente consiga todas essas coisas que eu quero. Me deseja sorte? Beijos e até a próxima!

A moda de passarela e a falta de respeito


Quem acha que o Brasil ainda tem muito a crescer no mundo na moda? Pois é, acho que a resposta de quem realmente gosta desse mundo, foi sim. E é verdade, o Brasil é um dos países mais atrasados nesse meio. O problema daqui é que as pessoas não sabem qual é o verdadeiro sentido de um desfile. Elas não entendem que na semana de moda de São Paulo, por exemplo, é a chance dos estilistas brasileiros mostrarem quais tendências eles indicam para a próxima estação. E que essas tendências não veem em peças nas quais já dá para se sair das passarelas para as ruas com elas. É por isso que não é qualquer um que vai a semana de moda, são pessoas selecionadas e que entendem do assunto, porque elas sabem identificar o que cada peça de roupa quer passar.

Porém, esse “problema” já foi muito maior, estamos vivendo uma época em que as pessoas estão vestindo o que elas têm vontade, e a opinião das outras pessoas sobre o que elas estão vestindo não interessa. As pessoas estão cada vez mais perto das passarelas, estão cada vez mais perto da alta-costura. Mas isso também é fruto dos novos trabalhos dos estilistas, eles estão cada vez mais perto do real, porque de um jeito ou de outro, as peças que vão à passarela, vão para as lojas, ou algo do tipo, da marca, e eles de jeito nenhum querem que essas peças fiquem nas araras, certo?

Mas onde estão esses fashionistas que não se importam com o que as outras pessoas pensam? É difícil de achar no Brasil, porém não é impossível, mas estes enfrentam situações diárias muito chatas. E uma delas é a falta de respeito daqueles que não entendem nada de moda, achando que as pessoas que entendem, são cafonas. E nisso criticam, mas não pra si mesmo, criticam “olhando torto” ou falando mal, e isso é muito feio! Todo ser humano tem total direito a liberdade, e esta liberdade inclui se vestir como quer, então se você é um desses que acha que alguém está mal vestido, mesmo não estando, pare, por favor! Respeito é bom, e eu sei que você gosta dele.

E se você é um fashionista “escondido”, pare com isso imediatamente! Você tem que mostrar o que você é, e também mostrar ao mundo os seus conhecimentos de moda. Pratique aos poucos, e a maior dica é não dar valor às criticas não construtivas. Brasil, moda é preciso!

Pronto Para Crescer























Hoje acordei estranho, não parecia eu, mas sei que aquele era o meu lugar de sempre, minha cama de sempre, meu quarto de sempre. Olhando para o teto durante algum tempo, percebi que a cor dele já estava batida e observando todo o quarto, percebi que tudo já estava batido, e ao mesmo tempo que eu conhecia cada objeto que estava ao meu redor, parecia que eles não me pertenciam, parecia que o tempo deles na minha vida já tinha se esgotado. Foi ai que eu lembrei aquela pergunta que tanto evitei antes de fazer dezoito anos, e que tanto me perturbava. Estou no lugar certo?
Foi desse jeito que eu percebi que o tempo de morar na casa de meus pais tinha passado, e que tudo aquilo estava se tornando cada vez mais chato para mim. E foi também nesta puxada de perguntas e respostas na minha mente, que puxei do mais fundo EU: Já é hora de crescer? 
Por muitos minutos a resposta não apareceu, e foi nesse vazio que eu finalmente entendi que eu já tinha passado da hora de crescer, mas tinha algo me atrapalhando, que umas asas muito protetoras estavam me atrapalhando.
Quando não estamos mas nós sentindo adaptados no lugar que sempre estivemos, é porque é hora de crescer, já é hora de conhecer novos horizontes e de se arriscar mais. E nestes pensamentos sem fim que tive, que percebi que quando finalmente paramos de nos preocupar em crescer, é aí que crescemos, e que a liberdade é somente para aqueles que estão em cativeiros.